O herói do relativismo moral desaprova o relativismo!

Em um mundo que se originou ao acaso, onde, no início, havia apenas matéria morta, e onde forças físicas juntaram esta matéria ao acaso de um modo tão particular que agora ela move-se ao redor de si mesma, os conceitos de “certo” e “errado” são ficções sem sentido.
É claro, deve haver uma forma objetiva de viver para esta coleção de moléculas que chamamos “humanos” que os possibilite viver mais ou  maximizarem seus sentimentos prazerosos, mas certamente não existe a obrigação de fazê-lo (viver mais tempo ou ter sentimentos de prazer não são coisas que devem ser feitas; elas são meras possibilidades). Obrigação requer um Doador Pessoal de Regras a quem estamos moralmente obrigados, que nos responsabilizará por essa obrigação. Sem obrigação, sem um padrão objetivo mais elevado para como as coisas deveriam ser, sem uma mente acima e perante nós, não há propriamente um “certo” e um “errado”. Há meramente coisas que você escolhe fazer ou não, de acordo com a sua preferência.
Nesse mundo, quem é você para julgar as preferências dos outros?
Se alguém começa com o materialismo ateísta, relativismo é a conclusão lógica. E ainda assim, constatamos que esse relativismo não corresponde com o que apreendemos ser verdade sobre aspectos morais da realidade. Do livro de Greg sobre relativismo:
“Dado um padrão particular de moralidade, a pessoa mais moral é aquela que pratica consistentemente a regra moral principal de um sistema específico… A qualidade do herói moral – aquele que vive o mais próximo do ideal – indica a qualidade moral do sistema.
Que tipo de campeão moral o relativismo individual produz? O que é o melhor que o relativismo tem a oferecer? Como chamamos aqueles que mais perfeitamente aplicam os princípios do relativismo, não se importando com as ideias dos outros de certo ou errado, aqueles que não são movidos pelas noções dos outros de padrões éticos e ao contrário, consistentemente segue a batida da sua própria bateria moral?
Em nossa sociedade, temos um nome para essas pessoas, elas são o pior pesadelo de um investigador de homicídios. A excelência relativista é o sociopata, alguém sem consciência. Isso é o que o relativismo produz.
Algo está terrivelmente errado com um alegado ponto de vista moral que produz um sociopata como sua estrela mais brilhante.”
Se não há nenhum vínculo moral mais elevado do que o indivíduo, então até mesmo o sociopata é moral. E colocar o padrão na sociedade ao invés de no indivíduo, não o tira dessa confusão. Se não há nenhum comprometimento moral mais elevado do que a sociedade, – se o padrão moral é a comunidade – então, até mesmo a Alemanha Nazista foi moral. Pelo menos, aqueles que concordaram com os nazistas eram morais. Qualquer alemão que os resistisse estava sendo imoral. E quem é você (ou qualquer outro país) para dizer que a Alemanha estava errada?
O Relativismo é uma confusão, não importa a maneira como você olha para ele. Qualquer visão de mundo que não tem a capacidade de explicar o que sabemos ser verdade – de que existem fatos morais objetivos, independentemente se um indivíduo ou uma sociedade inteira os rejeita – é devastadoramente deficiente.

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Erros comuns dos que negam a “Terra jovem” (datação sequestrada pela filosofia!)

Desde a ascensão do uniformitarianismo geológico, no início do século 19, muitos […] têm se rendido a essa nova “ciência”. Consequentemente, têm rejeitado a simples e tradicional interpretação histórico-gramatical dos relatos da criação e do dilúvio. Com frequência, recorrem a raciocínios equivocados a fim de dar suporte à sua reinterpretação comprometida. A seguir, discutiremos os três erros mais comumente cometidos.

Apelando ao “propósito” do texto

Defensores da Terra antiga frequentemente apelam ao “propósito” do relato da criação, em geral reivindicando ser ele primeiramente teológico em vez de histórico. Por exemplo, Bruce Waltke, citando Charles Hummel, argumenta que Gênesis 1–2 não seria um relato puramente descritivo respondendo a perguntas do tipo “o quê?”, “como?” e “o que seria?”[1] Ao contrário, seria prescritivo, uma vez que responde ao “como”, ao “por que” e ao que “deveria ser”. Consequentemente, o relato de Gênesis a respeito da criação e da queda discutiria assuntos teológicos gerais em vez de descrever eventos históricos reais. Similarmente, Bernard Ramm afirma que as Escrituras “nos dizem enfaticamente que Deus criou, mas silenciam sobre como Deus teria criado. Isso nos diz que as estrelas, as flores, os animais, as árvores e o homem são criaturas de Deus, mas como Deus os produziu não é algo afirmado em lugar algum nas Escrituras”.[2]

Entretanto, tal visão simplesmente não se alinha com o que as Escrituras realmente afirmam. Como Walter Kaiser responde, “[esse é] um óbvio desprezo da frase repetida dez vezes, ‘e Deus disse’…”.[3] Certamente, a ação criativa de Deus é descrita com precisão usando os verbos “criou”, “fez”, “disse”, “chamou”, “estabeleceu”, “formou”, “causou”, “tomou”, “plantou” e “abençoou”. Além disso, essas atividades são descritas do início ao fim, e se espalham por um período de seis dias. Em outras palavras, o relato de Gênesis descreve exatamente a forma como Deus criou, a ordem na qual Ele criou, e o tempo de Sua ação criativa – e assim entendiam os escritores do Novo Testamento.[4] Se, de outra forma, tudo o que o autor pretendia comunicar era que “Deus é o Criador de todas as coisas”, então com certeza o primeiro verso seria suficiente.

Da mesma forma, Bill Arnold afirma: “A importante lição de Gênesis 1 é que [Deus] de fato criou todas as coisas, e que Ele o fez de forma boa e ordenada em todos os aspectos.” Ele adiciona: “Se fosse importante saber quanto tempo levou para Deus criar o mundo, a Bíblia teria deixado isso claro.”[5] Contudo, o relato da criação diz explicitamente que Deus criou em seis dias. O primeiro dia foi seguido por um segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia, quando a criação foi finalizada (Gênesis 2:1-2). Êxodo 20:11 confirma que Deus criou “em seis dias”. O que poderia ser mais claro?[6]

Ninguém duvida, é claro, de que Gênesis faça uma contribuição teológica fundamental, mas dizer que Gênesis é primariamente teológico em vez de histórico é estabelecer uma falsa dicotomia; história e teologia não são mutuamente exclusivas. “O fato é que toda a Bíblia apresenta sua mensagem como teologia dentro de um quadro histórico.”[7] Por exemplo, a ressurreição de Jesus é uma doutrina teológica fundamental, mas seria inútil a menos que tivesse ocorrido historicamente (1 Coríntios 15).

De qualquer modo, a intenção e o propósito dos autores da Bíblia são certamente expressos no próprio texto. De que outra forma o leitor pode saber a intenção do autor se não pelo que o autor de fato afirma no texto? Do contrário, o significado do texto teria que ser descoberto primeiro, antes que houvesse qualquer expectativa de se determinar a intenção do autor. Sugestões de intenção e propósito que não sejam derivadas diretamente do próprio texto só podem vir da imaginação de quem interpreta. Portanto, atribuir intenção e propósito não diretamente derivados do texto é subjugar as Escrituras à imaginação do intérprete.

Exigência de conformidade às atuais visões científicas

Os mesmos crentes na Terra antiga exigem que qualquer interpretação seja consistente com as visões “científicas” atualmente aceitas. Contudo, são por si mesmos seletivos e inconsistentes em sua exigência por conformidade científica. Conquanto rápidos em repreender criacionistas bíblicos (defensores da Terra jovem) por defenderem interpretações dos relatos de Gênesis, no que diz respeito à criação e ao dilúvio, que parecem ir contra as visões científicas atuais, muitos não têm problema em aceitar interpretações literais da concepção virginal, dos milagres de Cristo, e da ressurreição – todos os quais parecem ir contra visões científicas atuais!

Veja o milagre de Jesus ao transformar água em vinho (João 2:1-11) como um exemplo dessa inconsistência. Poucos (se algum) defensores da Terra antiga que se declaram evangélicos com uma visão elevada das Escrituras duvidariam que Cristo literalmente e milagrosamente transformou água em vinho. Entretanto, esse ato é cientificamente impossível! Água simplesmente não possui os átomos de carbono que o vinho possui. Mesmo que fornecêssemos esses átomos na forma de açúcar e fermento, o processo de fermentação levaria tempo (várias semanas), mas o texto indica que isso tudo ocorreu de forma instantânea. Por que, então, os defensores da Terra antiga não reinterpretam esse (e outros) relatos? Por que aceitar alguns atos sobrenaturais de Deus e outros não?

Revisionismo histórico

É difícil encontrar exemplos piores de reescrita histórica do que aquelas feitas por muitos evangélicos defensores da Terra antiga, com respeito à visão histórica da igreja sobre o relato da criação.[8] Essas visões históricas equivocadas são refutadas detalhadamente noutro artigo.[9] A interpretação objetiva do relato da criação descrevendo uma Terra jovem tem sido a visão tradicionalmente aceita pela igreja ao longo de sua história até a ascensão do pensamento iluminista, no Século 18.[10] David Hall lamenta: “O registro histórico é abundantemente claro nesse ponto; entretanto, convencer alguns teólogos a renunciar uma opinião conflitante com a história real é o equivalente à extração do dente do siso. Alguém precisa questionar essa teimosa resistência, especialmente quando confrontada com tanta informação factual. Por que, pergunto, ótimos e piedosos teólogos lutariam contra a história com tanta energia quando os argumentos contra isso são tão claros?”[11]

Outros exemplos de revisionismo histórico realizado por evangélicos que defendem uma Terra antiga incluem o tratamento que a Igreja supostamente deu a Colombo e a Galileu. Segundo esses evangélicos, esses “cientistas” estavam corretos, enquanto a dogmática igreja estava errada, e devemos ser cuidadosos para não cometer os mesmos erros atualmente. [Leia “O mito da Terra plana”.Clique aqui.] 
Frederico I, imperador do Sacro Império Romano, como cruzado, segurando uma orb, que representa a Terra, com uma cruz no topo, simbolizando o senhorio de Cristo

Tais conclusões são baseadas na crença tradicional de que, antes de fazer sua histórica viagem em 1492, Cristóvão Colombo compareceu diante de uma multidão de teólogos dogmáticos e inquisidores ignorantes, todos crentes que as Escrituras ensinavam que a Terra era plana. Colombo então partiu a fim de provar que todos eles estavam errados, velejando ao redor do globo. Embora seja verdade a ocorrência de uma reunião em Salamanca, no ano 1491, essa ideia comumente aceita do que teria ocorrido não possui um pingo de verdade. O historiador Jeffrey Burton Russel identifica Washington Irving (1783-1859), um notável escritor norte-americano de ficção histórica, como uma das primeiras fontes desse “conto popular”.[12] Irving criou o relato fictício de um inexistente conselho universitário e deixou sua imaginação correr livremente.[13] O relato inteiro é “enganador e perniciosamente sem sentido”.[14] Russell demonstrou que, com pouquíssimas exceções, do século 3 a.C. em diante, todo cidadão educado no mundo ocidental acreditava que a Terra era um globo. Não é, portanto, acidental que reis medievais fossem presenteados com uma orb (esfera), representando a Terra como símbolo do seu poder.

Da mesma forma, é comum acreditar que as observações e os argumentos de Galileu ofereceram apoio esmagador à teoria de Copérnico (de que a Terra orbita o Sol), mas os teimosos, dogmáticos e ignorantes teólogos da Igreja Católica quiseram silenciar Galileu com medo de que sua tradicional interpretação das Escrituras fosse exposta como equivocada. Isso por medo de que tal fato invalidasse a reivindicação da igreja como autoridade da interpretação bíblica. Contudo, como demonstrou Thomas Schirrmarcher, “a apresentação do processo contra Galileu como um heroico cientista se posicionando contra o dogmatismo de mente limitada da igreja cristã repousa inteiramente sobre um mito, não sobre uma pesquisa histórica”.[15, 16]

Os desacordos entre cientistas e teólogos da época refletiam não um conflito entre o cristianismo e a ciência, mas um conflito entre a filosofia aristotélica e a ciência.[17] Galileu era um cientista convencido da verdade e acurácia das Escrituras. Ele era tido em alta estima pela igreja; sua primeira defesa do sistema copernicano, Letras e Raios de Sol (1613), foi bem recebida, com nenhuma crítica levantada. Certamente o cardeal Barberini, posteriormente papa Urbano VIII, responsável pela sentença em 1633, esteve entre os que congratularam Galileu por sua publicação.[18] Assim, os maiores inimigos de Galileu não estavam na igreja; ao contrário, estavam entre seus colegas e companheiros cientistas, muitos dos quais negavam o sistema copernicano[19] e temiam perder posição e influência.[20] De Santillana escreveu: “Sabe-se há muito tempo que grande parte dos intelectuais da igreja eram favoráveis a Galileu, enquanto a oposição mais clara vinha das ideias seculares.”[21]

A ironia nisso tudo é que são os que defendem uma Terra antiga que precisam aprender a lição com o que ocorreu com Galileu.[12] Galileu chegou à conclusão correta crendo totalmente na acurácia da Bíblia, enquanto seus colegas cientistas chegaram à conclusão errada por se basearem no consenso científico da época (o aristotelianismo). A igreja vem sendo pintada como inimiga da ciência quando, na verdade, os companheiros e colegas cientistas de Galileu é que foram os maiores inimigos da ciência verdadeira.

Não deixe que aqueles que negam uma leitura objetiva do relato da criação escapem quando trazem esse tipo de argumento falacioso. Se você ouvir pessoas apresentarem tais argumentos, desafie-as a justificar sua posição, e aponte – gentilmente – os erros sobre fatos e lógica.

Referências e notas:
[1] Waltke, B.K., “The first seven days”, Christianity Today 32:45, 1988.
[2] Ramm, B., The Christian View of Science of Scripture, Paternoster, London, 1955, p. 70.
[3] Kaiser, W.C., “Legitimate hermeneutics”; in: Geisler, N.L. (ed.), Inerrancy, Zondervan, Grand Rapids, Michigan, 1980, p. 147.
[4] Cosner, L., “The use of Genesis in the New Testament”, Creation 33(2):16-19, 2011,creation.com/nt; Sarfati, J., “Genesis: Bible authors believed it to be history”, Creation 28(2):21-23, 2006, creation.com/gen-hist
[5] Arnold, B.T., Encountering the Book of Genesis, Baker, Grand Rapids, Michigan, 1998, p. 23.
[6] Gênesis é escrito como história, não poesia. Veja as entrevistas com o especialista nos escritos do Antigo Testamento Dr. Robert McCabe, Creation32(3):16-19, 2010; e o especialista em hebraico Dr. Ting Wang, Creation 27(4):48-51, 2005,creation.com/wang
[7] Goldsworthy, G., Preaching the Whole Bible as Christian Scripture, IVP, Leicester, 2000, p. 24.
[8] Veja particularmente Hugh Ross (Creation and Time, NavPress, Colorado Springs, 1994, p. 16-24; (com Gleason Archer) The Day-Age Response; em: D. G. Hagopian, D.G., (editor), The Genesis Debate, Crux Press, Mission Viejo, California, 2001, p. 68-70), Don Stoner (A New Look at an Old Earth, Harvest House, Eugene, Oregon, 1997, p. 117-119), e Roger Forster e Paul Marston (Reason, Science and Faith, Monarch, Crowborough, East Sussex, 1999, p. 188-240).
[9] Kulikovsky, A.S., “Creation and Genesis: a historical survey”, Creation Research Society Quarterly 43(4):206-219, 2007.
[10] Veja a lista de idades já calculadas para a criação, por Batten, D., “Old-earth or young-earth belief; which belief is the recent aberration?” Creation 24(1):24-27, 2001,creation.com/old-young
[11] Hall, D.W., “The evolution of mythology: classic creation survives as the fittest among its critics and revisers”; em: Pipa, J.A. e Hall, D.W. (eds.), Did God Create in Six Days? Southern Presbyterian Press, Taylors, SC, 1999, p. 276.
[12] A outra pessoa que deu origem a esse conto popular foi Antoine-Jean Letronne (1787-1848), um acadêmico antirreligião que publicou On the Cosmological Ideas of the Church Fathers (1834). Veja Jeffrey Burton Russell,Inventing the Flat Earth, Praeger, London, 1997, p. 49-51, 58-59.
[13] Russell, ref. 12, p. 40-41, 52-54.
[14] Russell, J.B., “The Myth of the Flat Earth”, texto não publicado, apresentado na American Scientific Affiliation Conference, Westmont College, 4 de Agosto, 1997; http://www.veritas-ucsb.orgAlguns anos antes, ele ressaltou que esse relato foi listado entre os cinco maiores mitos históricos, por meio da Historical Society of Britain.
[15] Schirrmacher, T., “The Galileo Affair: History or Heroic Hagiography?”Journal of Creation 14(1):91-100, 2000.
[16] Sarfati, J., “Galileo Quadricentennial; myth vs fact”, Creation 31(3):49-51, 2009, creation.com/gal-400
[17] Ramm, ref. 2, p. 36. Forster e Marston (Reason and Faith, 293) concordam que é impreciso usar o caso de Galileu como um exemplo de ciência versusreligião.
[18] Schirrmacher, ref. 12, p. 92.
[19] Certamente, a grande maioria dos cientistas naquele tempo rejeitava o sistema copernicano. Veja Barber, B., “Resistance of scientists to scientific discovery”, Science 134:596-602, 1961; Custance, A.C., Science and Faith: The Doorway Papers VIII, Grand Rapids, Michigan, 1984, p. 157.
[20] Schirrmacher, ref. 15; Drake, S. (editor e tradutor), Discoveries and Opinions of Galileo, Doubleday, New York, 1957.
[21] de Santillana, G., The Crime of Galileo, University of Chicago Press, Chicago, 1955, p. xii
[22] Grigg, R., “The Galileo ‘twist’”, Creation 19(4):30–32, 1997, creation.com/gal-twist

Fonte: Andrew S. Kulikovsky é bacharel em Ciências da Computação e Informação pela Universidade de South Australia e mestre em Estudos Bíblicos e Teologia pela Lousiana Baptist University. É autor do livro Creation, Fall, Restoration: A Biblical Theology of Creation, artigo traduzido de Creation 33(3):41-43, julho de 2011 por Nathan Vinícius/revisão de Daniel Ruy Pereira do blog Considere a Possibilidade.

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Os dias da criação são literais?

Segundo Gerhard F. Hasel, falecido professor de Teologia Bíblica e Antigo Testamento na Andrews University, nos Estados Unidos, a semântica (estudo linguístico dos significados de palavras, frases, cláusulas, etc.) chama atenção para a questão crucial do significado exato da palavra hebraica yom. Poderia a designação “dia” (yom) em Gênesis 1 ter um significado figurativo? Ou deve ela ser entendida, com base nas normas da semântica, como um dia literal de 24 horas? Algumas pessoas, numa tentativa de evitar maiores problemas com o evolucionismo, aplicam a teoria dos dias-eras ao relato de Gênesis 1. Para elas, os seis dias da criação são, na verdade, longos períodos de tempo. Será que isso é possível? Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o termo yom em Gênesis 1 não se liga a qualquer preposição; não é usado em uma relação construtiva; e não tem nenhum indicador sintático que seria de esperar para um uso extensivo não literal.


Nas Escrituras, a palavra yom invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. Obviamente, no relato da criação existe sempre um numeral precedendo aquela palavra – primeiro, segundo, terceiro… sétimo dia – e essa regra para a tradução de yom como um dia literal aplica-se neste caso. O que parece ser significativo também é a ênfase dada à sequência dos numerais 1 a 7, sem qualquer hiato ou interrupção temporal.

Esse esquema de sete dias (seis dias de trabalho seguidos por um sétimo dia de repouso) interliga os dias da criação como dias normais em uma sequência consecutiva e ininterrupta. O relato da criação em Gênesis 1 não somente liga cada dia a um numeral sequencial, como também estabelece as fronteiras do tempo mediante a expressão “tarde e manhã” (versos 5, 8, 13, 19, 31). 


A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação; e, se o “dia” da criação constitui-se de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” – ‘ereb – abrange toda a parte escura do dia (ver dia/noite em Gênesis 1:14). O termo correspondente, “manhã” (em hebraico boqer), representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais. 


Outro tipo de evidência interna no Antigo Testamento para o significado dos dias resulta de duas passagens sobre o sábado no Pentateuco, que se referem aos dias da criação. Elas informam como os dias da criação foram compreendidos por Deus. A primeira passagem faz parte do quarto mandamento do Decálogo, e está registrada em Êxodo 20:9-11. A ligação com a criação transparece no vocabulário (“sétimo dia”, “céus e terra”, “descansou”, “abençoou”, “santificou”) e no esquema “seis mais um”. 


As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o Criador. 


Por fim, uma última consideração: a criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gênesis 1:11 e 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (verso 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia” da criação significasse “era”. 


Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz. 


Fonte: Adaptado de Folha Criacionista n° 53, setembro de 1995, p. 26-30 – Sociedade Criacionista Brasileira via Criacionismo.

O dever de reprovar o pecado (afinal, para que haja o milagre da aprendizagem, é necessário definir o que é certo e o que é errado!)

Foi-me mostrado que Deus aqui ilustra como Ele considera o pecado entre os que professam ser Seu povo observador dos mandamentos. Aqueles a quem Ele tem honrado especialmente com o testemunhar as assinaladas manifestações de Seu poder, como aconteceu com o antigo Israel, e que ousam mesmo então menosprezar Suas expressas direções, serão sujeitos a Sua ira. Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são excessivamente ofensivos a Seus olhos, e não devem ser levemente considerados. Ele nos mostra que, quando Seu povo se encontra em pecado, devem-se tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos. – {TS1 334.1}

Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele mostra a necessidade de purificar a igreja de erros. Um pecador pode difundir trevas que excluam a luz de Deus de toda a congregação. Ao compreender o povo que se estão adensando trevas sobre eles, sem que saibam a causa, devem buscar diligentemente a Deus, em grande humildade e abatimento do próprio eu até que os erros que Lhe ofendem ao Espírito sejam descobertos e afastados. – {TS1 334.2}


O preconceito que se levantou contra nós por havermos reprovado as faltas que Deus me mostrara existirem, e o clamor que se ergueu de aspereza e severidade, são injustos. Deus nos manda falar, e não ficaremos silenciosos. Caso haja erros claros entre Seu povo, e os servos de Deus passem adiante, indiferentes [*] a isso, estão por assim dizer apoiando e justificando o pecador, e são igualmente culpados, incorrendo tão certo como ele no desagrado de Deus; pois serão tidos como responsáveis pelos pecados do culpado. Foram-me mostrados em visão muitos casos em que o desagrado de Deus foi atraído por negligência da parte de Seus servos quanto a tratar dos erros e pecados existentes entre eles. Os que passaram por alto esses erros têm sido considerados pelo povo muito amáveis e de disposição benigna, simplesmente por haverem eles recuado do desempenho de um claro dever escriturístico. Essa tarefa não agradava a seus sentimentos; evitaram-na, portanto. – {TS1 334.3}


O espírito de ódio que tem havido por parte de alguns por haverem sido reprovados os erros existentes entre o povo de Deus, tem trazido cegueira e um terrível engano a suas almas, tornando-lhes impossível discernir entre o direito e o erro. Apagaram sua própria visão espiritual. Podem testemunhar erros, mas não sentem como Josué, não se humilham por sentir o perigo das almas. – {TS1 335.1}


O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do Senhor, tomam a peito a salvação de almas, verão sempre o pecado em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo de Deus. Em especial na obra final da igreja, no tempo do assinalamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus, sentirão muito profundamente os erros do povo professo de Deus. Isto é fortemente salientado pela ilustração do profeta, da última obra na figura dos homens cada um com armas destruidoras na mão. Um homem entre eles estava vestido de linho, com um tinteiro de escrivão a sua cinta. “E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.” Ezequiel 9:4. – {TS1 335.2}


Quem subsiste no conselho de Deus a esse tempo? São aqueles que por assim dizer desculpam os erros entre o professo povo de Deus, e que murmuram no coração, se não abertamente, contra os que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles, e se compadecem dos que cometem o erro? Não, absolutamente! A menos que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da obra, e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o aprovador assinalamento de Deus. Cairão na destruição final dos ímpios, representada na obra dos seis homens que tinham as armas destruidoras na mão. Notai cuidadosamente este ponto: Os que receberem o puro sinal da verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que, “suspiram e gemem por todas as abominações que se cometem” (Ezequiel 9:4) na igreja. Seu amor pela pureza e pela honra e glória de Deus é tal, e têm tão clara visão da excessiva malignidade do pecado, que são representados como em agonia, suspirando e gemendo. Lede o nono capítulo de Ezequiel. – {TS1 335.3}


A matança geral de todos os que não vêem assim a vasta diferença entre o pecado e a justiça, porém, e não sentem como os que se acham no conselho de Deus e recebem o sinal, é descrita na ordem dada aos cinco homens que tinham as armas destruidoras: “Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis: e começai pelo Meu santuário.” Ezequiel 9:5, 6. – {TS1 336.1}

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Ter objetivos de vida alivia o coração e aumenta os anos (#Ikigai)

Objetivos de vida
Pessoas que têm um maior senso de propósito na vida têm um risco menor de doenças cardiovasculares e de morte por qualquer causa.
“Ter um elevado senso de propósito na vida está associado a um risco reduzido de mortalidade e eventos cardiovasculares,” escreve a equipe dos médicos Randy Cohen e Alan Rozanski no Journal of Medicine Biobehavioral.
Embora os mecanismos por trás dessa associação ainda não estejam claros, os resultados sugerem que estratégias para reforçar um senso de propósito, de ideais e objetivos na vida, podem melhorar a saúde geral das pessoas.
Ikigai
Usando uma técnica chamada meta-análise, a equipe rastreou dados de mais de 136.000 participantes de dez estudos diferentes, realizados principalmente nos EUA e no Japão.
Os estudos norte-americanos avaliaram um senso de propósito ou significado na vida, ou “utilidade para os outros”. Os estudos japoneses avaliaram o conceito de ikigai, que pode ser traduzido como “uma vida digna de ser vivida”.
Os voluntários foram acompanhados por uma média de sete anos. Durante esse tempo, cerca de 14.500 participantes morreram de variadas causas, enquanto pouco mais de 4.000 sofreram eventos cardiovasculares (infarto, derrame etc).
A análise mostrou que a morte e os eventos cardiovasculares afetaram menos as pessoas com um alto senso de propósito na vida. Após o ajuste para outros fatores, a mortalidade foi de cerca de um quinto menor para as pessoas que afirmavam ter ideais de vida ou ikigai.
Ter objetivos de vida alivia o coração e aumenta os anos
fator genético perde para outros fatores que influenciam a longevidade. [Imagem: University of Gothenburg]
Dimensão importante da vida
Embora estudos mais detalhados sejam necessários para determinar como o propósito na vida pode promover a saúde e prevenir as doenças, em especial as cardiovasculares, os dados sugerem alguns mecanismos básicos.
Por exemplo, a associação pode ser explicada fisiologicamente, servindo como um sistema de “amortecimento” do estresse; ou comportamentalmente, por um estilo de vida mais saudável.
“É de se notar que ter um forte senso de propósito de vida tem sido postulado como sendo uma dimensão importante da vida, fornecendo às pessoas um senso de motivação, vitalidade e capacidade de resistência,” comentou o Dr. Rozanski. “No entanto, as implicações médicas de viver com um sentido de propósito de vida alto ou baixo só recentemente chamaram a atenção dos pesquisadores. Estes resultados são importantes porque podem abrir novos potenciais de intervenção para ajudar as pessoas a promover sua saúde e sua sensação de bem-estar.”

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Marcelo Gleiser, crenças e uma visão razoável do método científico (enfim…)

por Marcelo Gleiser [meus comentários estão entre colchetes]
RESUMO O tema das relações entre ciência e religião continua gerando debates. O autor elenca diferentes posições assumidas por cientistas diante da questão. “O que pode surpreender a muitos”, escreve ele, “é que essa atração pelo mistério, em essência uma atração espiritual pela natureza, inspira o cientista em seu trabalho [é importante definir o espiritual. Como veremos, Gleiser o define dentro do materialismo, limitando e em certo sentido contradizendo o significado do termo].”
Ao discutirmos a complexa relação entre ciência e religião, com frequência nos deparamos com posições polarizadas: ou se afirma “acredito” ou se afirma “não acredito”, com convicção semelhante em ambos os casos.
Com frequência ainda maior, se perguntarmos no que, exatamente, se acredita, ou de onde vem a necessidade individual da fé, nos deparamos com respostas vagas que incluem “tradição”, “comunidade”, “mortalidade”, passando pelos que, de fato, têm sua fé examinada, questionada e reavaliada regularmente [e esses podem ser encontrados nos dois lados: na religião e na ciência].
Nossas convicções mudam com a idade e, entre elas muda, também, nossa relação com a fé [indício de Gleiser retrocedendo em seu ateísmo?].
Nessa polarização milenar, muita animosidade desnecessária vem da convicção infundada de que os que têm opinião diferente da nossa em relação à fé, ou os que acreditam de forma diferente, estão profundamente equivocados, ou são simplesmente tolos ou, pior, são infiéis que não merecem viver [ou não merecem estar na academia, não merecem publicar suas pesquisas, etc.].
Deixando de lado a óbvia radicalização dos muçulmanos de organizações terroristas como Estado Islâmico ou Al Qaeda, um exemplo mais ameno, mas não menos sintomático do radicalismo entre ateus e cristãos vem ocorrendo nos debates presidenciais americanos, nos quais os ateus são considerados os candidatos menos elegíveis. É impensável que se eleja um presidente ateu nos EUA.
Na realidade, existe todo um espectro de modalidades da fé humana que ocupa um rico espaço entre o radicalismo dos dois polos. Por exemplo, Francis Collins, diretor do Instituto Nacional da Saúde nos EUA –o órgão governamental que administra o maior número de bolsas de pesquisa nas áreas da medicina e da biologia– não vê conflito algum entre ser cristão e ser cientista.
Como ele, muitos cientistas veem a prática científica como mais um meio de admirar a obra divina, como uma forma de devoção religiosa. Essa é uma tradição antiga, que inclui, por exemplo, alguns dos patriarcas da ciência moderna, como Copérnico, Newton, Kepler e Descartes. A ruptura veio mais tarde, com o Iluminismo do século 18 [com os “iluminados” do iluminismo apenas, diga-se de passagem! O cristão que faz jus ao nome possui em si um espírito investigador e cético, ao mesmo tempo em que estuda o máximo que pode para ser útil e servidor, como Jesus foi cético e servidor em Seu contexto!].
LEIS
Para ateus conhecidos do público, como Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens (1949-2011), esse tipo de posição intermediária é inconsistente com os fundamentos da ciência: a natureza é material, e a matéria é organizada segundo leis quantitativas. O objetivo da ciência é descobrir essas leis; não existe espaço para mais nada [na cabeça fechada de quem a possui…].
Segundo eles, essa posição metafísica conciliatória cria uma série de problemas filosóficos. Embora atraente, ela força a coexistência incompatível do natural com o sobrenatural. Como a natureza pode ser tanto natural quanto sobrenatural? [Um exemplo simples: a vida existe, mas não se pode reproduzi-la em laboratório! A vida é naturalmente sobrenatural!]
Por definição, chamar um evento que ocorre e é percebido por alguém como sendo um “fenômeno sobrenatural” cria uma inconsistência básica: para que o fenômeno tenha sido observado, teve que emitir algum tipo de radiação eletromagnética (luz visível, radiação infravermelha etc.), que foi detectada por algum observador ou aparelho –”Eu vi um fantasma!”.
Em outras palavras, para que um fenômeno seja detectado, tem que trocar energia com quem (ou com o que) o observa. Um fenômeno chamado de sobrenatural, uma vez observado, passa a ser perfeitamente natural, mesmo se misterioso ou aparentemente inexplicável. Um fantasma que é visto não é mais uma entidade sobrenatural [aqui Gleiser confunde realidade com materialidade, talvez por seus subsunçores evolucionistas uniformitarianistas, que creem que o presente é a chave para entender o passado! Veja, a vida é real, mas esse fato não a torna necessariamente produto de processos naturais e, portanto, materialistas. A realidade é onde o sobrenatural é percebido tanto quanto o que é material. A origem, a manutenção e o futuro do que é material implicam/podem implicar o sobrenatural. Sem falar na existência natural de fenômenos sobrenaturais, milagres, entidades, e outros tão presentes dentro e fora da religião. Por exemplo: por que um cadáver e um corpo vivo são fisiologicamente idênticos, mas só um está vivo? Quem decide?].
Alguns adotam a posição que o biólogo americano Stephen Jay Gould (1941-2002) chamou de Noma (do inglês “Non-overlapping magisteria”, magistérios que não se superpõem) e compartimentam a ciência e a religião em esferas limitadas de influência, afirmando algo como “a religião começa onde a ciência termina”.
Apesar de cômoda, essa posição não vai muito longe [tão longe quanto se queira!].
À medida que a ciência avança, a fronteira entre os dois magistérios vai migrando, refletindo a posição conhecida como “Deus dos Vãos”, a religião tapando os buracos da nossa ignorância científica [e o naturalismo metafísico tentando arduamente tapar as evidências naturais de uma origem e manutenção sobrenaturais].
Por outro lado, afirmar categoricamente que o sobrenatural tem uma existência intangível e imensurável posiciona sua natureza além do discurso científico, anulando qualquer possibilidade de troca construtiva de ideias [mas isso é pura filosofia grega amigo! A boa religião tanto quanto a boa ciência não são fideístas].
O fato é que a ciência e a religião claramente se superpõem na cabeça das pessoas [ou se aliam; cada cabeça é única, mas as evidências são as mesmas para todos], nas escolhas que fazemos na vida, nos desafios morais que a sociedade moderna enfrenta. É por demais ingênuo negar o poder da religião no mundo, com bilhões de pessoas declarando-se seguidores de algum tipo de fé, mesmo que muitos deles definam sua fé de forma vaga.
Além disso, a posição dos ateus radicais também é inconsistente com os parâmetros do método científico, algo que talvez surpreenda muita gente [quem te viu, quem te vê hein?!]. Basta ver que o ateísmo é a crença na não crença, já que a possibilidade da existência de qualquer tipo de divindade é negada categoricamente. Ora, a ciência não pode negar a existência de algo categoricamente, apenas após observações absolutamente conclusivas. E como podemos ter certeza do que ainda não medimos?
AGNÓSTICO
A posição mais consistente com o método científico é a do agnóstico, como haviam já percebido Thomas Huxley e Bertrand Russell, entre muitos outros: não vejo qualquer razão para crer, mas, com base no que sei não posso negar absolutamente a possibilidade de que alguma entidade divina exista. Como escreveu Huxley, criador do termo “agnóstico”: “É errôneo afirmar que se tem certeza da verdade objetiva de uma proposição, a menos que seja fornecida evidência que justifique logicamente esta certeza”.
Em vista da diversidade de posições, a questão essencial é a origem dessa necessidade de acreditar que identificamos na maioria absoluta das culturas do passado e do presente. O que a crença oferece que é tão necessário a tantos?
Pertencer a um grupo religioso confere um senso de comunidade imediato. Ao encontrar outros membros de sua comunidade na igreja ou templo, a pessoa vê sua crença justificada, dado que é compartilhada por tantos outros. Mais do que a crença em si, a pessoa se vê integrada num grupo com valores afins.
Isso é tanto verdade para as pessoas de fé quanto para aquelas seculares, sejam elas ateias ou agnósticas. Seres humanos são criaturas tribais, e tribos definem-se a partir de certos símbolos, mitos ou código moral [esta é uma maneira de crer; outra é supor que a moralidade é anterior a humanidade, sendo por esta percebida e obedecida!].
Não há dúvida de que nossos ancestrais entenderam que existe uma enorme vantagem em pertencer a um grupo. Fazer parte de uma tribo oferecia uma proteção que aumentava as chances de sobrevivência num ambiente extremamente hostil: unidos venceremos. Tanto no passado quanto no presente, fazer parte duma tribo confere legitimidade social imediata [que tribo? E só existiam indígenas no passado? E as civilizações tão cheias de engenharias? E os fósseis “humanoides” e suas tecnologias avançadas? Bom, mas cada um escolhe suas crenças ou a conjuntura histórica da vida de um indivíduo lhe facilita certas (des)crenças, não é mesmo?].
Para muita gente, a fé pode ser a justificativa oferecida para participar de um grupo religioso, mas é o senso de comunidade, de valores compartilhados pelo grupo, o que está por trás da devoção [ou chamados sobrenaturais como vêm ocorrendo no Estado Islâmico e países intolerantes ao cristianismo: confira aqui!].
Existe, no entanto, um outro aspecto da fé, bem mais subjetivo do que tribal. Como descreveu o psicólogo americano William James em sua obra-prima “As Variedades da Experiência Religiosa”, a experiência religiosa atinge seu clímax na subjetividade da experiência individual, na comunhão da pessoa com o desconhecido, na percepção de transcendência dos limites da existência humana, delineada pelas barreiras do espaço e do tempo.
As visões e revelações dos profetas e dos santos, a experiência emocional do divino ocorre no indivíduo, mesmo quando induzida pelo grupo –por exemplo, através de rituais. Existe muito mais no mundo do que o que percebemos ou podemos medir, e essas características “ocultas” são igualmente importantes na nossa construção do que definimos como realidade [a realidade é pura filosofia? Revelação e profecias cumpridas com exatidão também?].
Como escreveu James, “toda a sua vida subconsciente, seus impulsos, suas crenças, suas necessidades são a premissa da sua existência consciente; existe algo dentro de você que sabe de forma absoluta que o resultado disso tudo deve ser mais verdadeiro do que qualquer tipo de argumento lógico, por mais articulado que seja, que tente contradizer essas convicções subconscientes” [outra maneira de dizer o que disse mais acima sobre a conjuntura histórica do indivíduo].
Mesmo que o filósofo George Santayana (1863-1952) e outros tenham criticado James por “encorajar a superstição”, ninguém pode negar que a razão tem alcance limitado. A ciência, se vista como expressão da razão humana, espalha-se por todos os cantos do conhecimento de forma magnífica, mas seu alcance não é ilimitado [apostatar do cientificismo é sempre uma decisão inteligente! Será que ela é sempre tomada naturalmente?].
Existe outra dimensão da fé, separada dos rituais tribais, da religião organizada, que dá expressão a uma necessidade primária que temos de comunhão com o desconhecido. Esse é o aspecto mais universal da necessidade humana de crer, que transcende as divisões arbitrárias da fé criadas no decorrer da história; as religiões, as tradições, os cultos, as tribos e suas regras. Não existe aqui qualquer menção a uma supersticiosidade irracional ou mística. O que identificamos é a necessidade individual da crença, expressa por cada um de forma variada.
Quando Einstein menciona sua “emoção religiosa cósmica” para descrever sua conexão espiritual com a natureza, está tentando expressar precisamente essa atração humana pelo mistério, pelo desconhecido. “Espiritual” não implica a crença numa dimensão não material [é verdade, depende da definição que se escolhe e da situação que se aborda].
O que pode surpreender a muitos –especialmente aos que veem cientistas através do estereótipo do racionalista frio– é que essa atração pelo mistério, em essência uma atração espiritual pela natureza, inspire o cientista em seu trabalho. Não é Deus que se busca no questionamento científico, mas a transcendência do humano, a busca por uma dimensão além do cotidiano que dá sentido à nossa busca por sentido [no método científico não enviesado pelo naturalismo e na boa religião também!].
Mesmo o cientista secular quando estende sua curiosidade ao oceano do desconhecido está praticando essa crença, expressando a necessidade que temos de conhecer nossa história e de explorar o novo, estendendo nossa visão da realidade.

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O que (des)agrada à Deus, de acordo com as Escrituras Sagradas!

GÊNESIS
Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. (Gn 4.4,5)
ÊXODO
Assim, queimarás todo o carneiro sobre o altar; é holocausto para o SENHOR, de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR. (Êx 29.18)
NÚMEROS
Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. (Nm 14.8)
Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado. (Nm 14.34)
SAMUEL
Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou. (I Sm 13.14)
Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim. (II Sm 22.20/Sl 18.19)
REIS
Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. (I Rs 3.10)
Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei, para executares juízo e justiça. (I Rs 10.9)
CRÔNICAS
Tudo isto desagradou a Deus, pelo que feriu a Israel. Então, disse Davi a Deus: Muito pequei em fazer tal coisa; porém, agora, peço-te que perdoes a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente. (I Cr 21.7,8)
O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel. (I Cr 28.4)
Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente. (I Cr 29.17)
ESDRAS
Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR, Deus de vossos pais, e fazei o que é do seu agrado; separai-vos dos povos de outras terras e das mulheres estrangeiras. (Ed 10.11)
SALMOS
Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal. (Sl 5.4)
As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu! (Sl 19.14)
Com isto conheço que tu te agradas de mim: em não triunfar contra mim o meu inimigo. (Sl 41.11)
Pois não foi por sua espada que possuíram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua destra, e o teu braço, e o fulgor do teu rosto, porque te agradaste deles. (Sl 44.3)
Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. (Sl 51.16,17)
Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças. Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas. (Sl 69.30,31)
Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR. (Sl 104.34)
No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Sl 115.3)
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! (Sl 133.1)
Agrada-se o SENHOR dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia. (Sl 147.11)
Porque o SENHOR se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes. (Sl 149.4)
PROVÉRBIOS
Sendo o caminho dos homens agradável ao SENHOR, este reconcilia com eles os seus inimigos. (Pv 16.7)
Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar; para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira. (Pv 24.17,18)
ECLESIASTES
Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que lhe agrada; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dar àquele que agrada a Deus. (Ec 2.26)
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. (Ec 5.4)
ISAÍAS
De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. (Is 1.11)
Foi do agrado do SENHOR, por amor da sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa. (Is 42.21)
Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. (Is 53.10)
Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. (Is 56.4,5)
JEREMIAS
Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. (Jr 9.23,24)
Assim diz o SENHOR sobre este povo: Gostam de andar errantes e não detêm os pés; por isso, o SENHOR não se agrada deles, mas se lembrará da maldade deles e lhes punirá o pecado. Disse-me ainda o SENHOR: Não rogues por este povo para o bem dele. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor e, quando trouxerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes, eu os consumirei pela espada, pela fome e pela peste. (Jr 14.10-12)
EZEQUIEL
Porque no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o SENHOR Deus, ali toda a casa de Israel me servirá, toda, naquela terra; ali me agradarei deles, ali requererei as vossas ofertas e as primícias das vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas. Agradar-me-ei de vós como de aroma suave, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. (Ez 20.40,41)
MIQUÉIAS
Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. (Mq 6.7,8)
MALAQUIAS
Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o SENHOR dos Exércitos. (Ml 1.8)
Enfadais o SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo? (Ml 2.17)
Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHOR justas ofertas. Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos. (Ml 3.3,4)
MATEUS
Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. (Mt 11.25,26)
LUCAS
Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino. (Lc 12.32)
JOÃO
E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. (Jo 8.29)
ROMANOS
Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Rm 8.8)
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12.1,2)
Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. (Rm 14.17,18)
CORÍNTIOS
O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; (I Co 7.32)
Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. (I Co 10.3-6)
GALÁTASS
Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. (Gl 1.10)
EFÉSIOS
Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. (Ef 5.6-11)
Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre. (Ef 6.5-8)
COLOSSENSES
[…] a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz. (Cl 1.10-12)
TESSALONICENSES
[…] visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração. (I Ts 2.4)
Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judéia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus, os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens, a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente. (I Ts 2.14-16)
Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo. (I Ts 4.1-8)
HEBREUS
Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. (Hb 11.5,6)
Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor. (Hb 12.28,29)
Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém! (Hb 13.20,21)
PEDRO
Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. (I Pe 2.4,5)
JOÃO
Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. (I Jo 3.21,22)

Por Hendrickson Rogers.